Artigos do Padre

29/06/2016 - Artigo do Padre Haroldo - A Escrava

Certo Rei Muçulmano apaixonou-se por uma moça escrava e a transferiu para um dos quartos, dentro do Palácio.

Planejava fazer dela uma esposa, uma das muitas, mas a favorita. Misteriosamente, no entanto, adoeceu-se a escrava bem no dia em que transferiu para o Palácio...

E a moça foi piorando, dia a dia, apesar dos remédios que tomava, os mais desconhecidos e os mais caros. Tudo inútil; a pobre coitadinha tinha a vida pendendo por um fio.

Desesperado, O Rei ofereceu a metade do reino a quem curasse a sua escrava; mas ninguém tentou curar uma doença que enfrentava os melhores doutores do país.

Finalmente, um guru apareceu pedindo para ver , sozinho, a escrava. Depois de ter passado boa hora a sós com ela, foi falar com o Rei que o esperava já com ansiedade.

“Eu tenho, Majestade, a cura certa para esta escrava enferma e é remédio tão certo e tão seguro, em seus efeitos, que, se não funcionar, eu ofereço minha cabeça para sr cortada. É remédio, porém, bem doloroso não para a moça escrava, certamente, mas sim, só para Vossa Majestade”.

“Mencione esse remédio, disse o Rei e será logo dado à minha escrava, pouco importa seu preço e efeito em mim”.
Olhando, então, o Rei com compaixão, disse o guru: “A moça apaixonou-se por um dos empregados do Palácio. Deixe-a casar-se e Vossa Majestade verá como será logo curada”.

Ah, pobre Rei que amava aquela escrava demais para deixar que ela partisse, demais para deixar que ela morresse.
O Rei deixou a sua escrava se casar. Com o tempo o Rei encontrou um novo amor. Assim é o amor.

Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.

PARA REFLETIR
Definimos a existência conforme a nossa filosofia existencial, de acordo com os nossos critérios éticos, religiosos, sociais.
Se não temos tudo o que amamos e gostaríamos de usufruir, temos que amar e agradecer o que nos pertence, mesmo que seja pouco, aquém dos nossos anseios e aspirações.