Artigos do Padre

21/01/2017 - ESCATOLOGIA

Porque todos nós temos de nos apresentar diante de Cristo para sermos julgados por ele. E cada um vai receber o que merece, de acordo com o que fez de bom ou de mau na sua vida aqui na terra” (2Cor 5, 10).

Na Comunidade Espiritual, a qual em Cristo Jesus todos somos chamados e pela graça e poder da Palavra de Deus alcançamos a santidade, só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, quando vier o tempo da restauração de todas as coisas e, quando, juntamente com o gênero humano, também o universo inteiro, que ao homem está intimamente ligado e por ele atinge o seu fim, for perfeitamente restaurado em Cristo. As Escrituras falam, em muitos lugares, sobre o nosso futuro na glória.

Citamos alguns textos:

“Deus, em toda sua sabedoria e entendimento, fez o que havia resolvido e nos revelou o plano secreto que tinha decidido realizar por meio de Cristo. Esse plano é unir, no tempo certo, debaixo da autoridade de Cristo, tudo o que existe no céu e na terra” (Ef 1, 8-10).

“O Espírito Santo é a garantia de que receberemos o que Deus prometeu ao seu povo, e isso nos dá a certeza de que Deus dará liberdade completa aos que são seus” (Ef 1, 14).

Somos em verdade chamados filhos de Deus: “Vejam como é grande o amor do Pai por nós! O seu amor é tão grande, que somos chamados de filhos de Deus e somos, de fato, seus filhos” (1Jo 3, 1).

Mas não aparecemos ainda com Cristo na glória: “Cristo é a verdadeira vida de vocês, e , quando ele aparecer, vocês aparecerão com ele e tomarão parte na sua glória”(Cl 3, 4).

E tendo recebido as primícias do Espírito, gememos no nosso íntimo: “E não somente o Universo, mas nós, que temos o Espírito Santo como o primeiro presente que recebemos de Deus, nós também recebemos dentro de nós mesmos enquanto esperamos que Deus faça com que sejamos seus filhos e nos liberte completamente” (Rm 8, 23).

Esforçamo-nos, por isso, por agradar a Deus em todas as coisas: “Porém, acima de tudo, o que nós queremos é agradar o Senhor, seja vivendo no nosso corpo, seja vivendo lá com o Senhor” (2Cor 5, 9).

Mereçamos entrar com ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os eleitos. Com efeito, antes de reinarmos com Cristo glorioso, cada um de nós será apresentado” perante o tribunal de Cristo, a fim de ser remunerado pelas obras que realizou enquanto vivia no corpo: “Porque todos nós temos de nos apresentar diante de Cristo para sermos julgados por ele. E cada um vai receber o que merece, de acordo com o que fez de bom ou de mau na sua vida aqui na terra” (2Cor 5, 10).

E, no fim do mundo, “os que tiverem feito o bem, irão para a ressurreição da vida”. Avaliando, pois, que “os sofrimentos desta vida não têm proporção com a glória que se a glória que se há se revelar em nós” ( Rm. 8,18). Fortalecidos pela fé, aguardamos “a bem-aventurada esperança e a vinda gloriosa do grande Deus e salvador do nosso Jesus Cristo” (Tt 2, 13), “o qual transformará o nosso corpo miserável, tornando-o conforme o seu corpo glorioso” (Fl 3, 21) e virá “para ser glorificado nos seus santos e admirado em todos que acreditam” (2Ts 1, 10).