Artigos do Padre

29/07/2017 - DIÁLOGO
As crianças e os adolescentes de hoje sabem muito mais sobre o mundo do que pretendem seus pais. Porém a sua visão da realidade ainda é naturalmente muito distorcida pela inexperiência e falta de maturidade. É dever dos adultos alertá-los contra o álcool, e as outras drogas, oferecendo-lhes perspectivas adequadas.

Aqui cabe um ponto para a reflexão: a interpretação paterna sobre o uso de álcool e das outras drogas é fundamental aos seus pais? Às vezes as duas coisas ao mesmo tempo são! “Meu filho de 16 anos, converso com ele e conto problemas e ele me ouve”. Caberia aqui a pergunta. É muito importante para saber como convencer nossos filhos que drogas vão interferir negativamente no processo da vida.
 
Os jovens devem aprender que não usar é mais aceitável do que usar. Que em vez de mostrar maturidade, a droga e o álcool que os adolescentes usam mostram falta de preocupação com seu bem-estar pessoal, sinal de evidente imaturidade.

Que embora a adolescência pareça ser a parte mais importante da vida para o jovem, ela dura cerca de 8 anos, e é na realidade um modo da natureza nos preparar para nossa vida adulta.

São os pais que têm de lhes ensinar sobre isso. O importante é comunicar claramente e com firmeza que não existem negociações sobre situações que coloquem em risco a saúde, a segurança ou a integridade do filho.

Os pais não precisam utilizar mensagens camufladas. Nada de atividades ilegais. Nada de dirigir perigosamente ou antes da idade ilegal. Nada de álcool e drogas.

Os alcoólicos e os dependentes são muito sensíveis aos comentários de amigos e entes queridos porque estes parecem ser tão indelicados com eles. Mas se fizermos um exame de consciência, veremos que somos nós que estamos em desarmonia.

Talvez tenhamos nos afastado da luz e não estejamos seguindo nossos programas. É importante compreender que o que vemos nos outros é, quase sempre, reflexo do que está dentro de nós. Se tenho medo, verei medo nos outros. Se me sinto ansioso, verei ansiedade nos outros. Quando finalmente entendermos que voltar-nos para Deus significa encontrar a harmonia perdida, seremos muito menos suscetíveis e nosso reflexo será suave e amoroso. Como é o meu reflexo?


A felicidade de repartir


Cada dia é uma oportunidade preciosa que Deus nos dá para crescer espiritualmente, amadurecendo na fé e na fraternidade, distribuindo bondade e acolhendo o irmão.

A felicidade começa onde termina o egoísmo. Reter é morrer. Felizes aqueles que distribuem otimismo, justiça, fé, esperança, alegria de viver, como se repartissem o seu próprio coração. Fica sempre um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas...

Dormimos melhor à noite, quando multiplicamos os gestos de solidariedade, amor e simpatia ao longo da jornada. Deus vive escondido, disfarçado, no rosto dos nossos irmãos de caminhada.


Ser sincero
 
Felizmente, todas as respostas de que precisamos estão à nossa disposição. Embora pareçam vir de fora de nós, tal como por intermédio de outras pessoas, na verdade elas já estão dentro de nós. Só precisamos reconhecê-las quando surgirem.

Algo dentro de nós ouve a verdade. Durante muito tempo tentamos fingir que não percebíamos nem ouvíamos, mas um dia decidimos ser sinceros sobre o que realmente se passa conosco.

A essa altura adquirimos mais um tantinho de liberdade. Quando decidimos ser sinceros sobre como realmente nos sentimos, começamos a ser alguém na vida. Deus pode mudar o modo como nos sentimos, mas só se nos aproximarmos Dele, exatamente como somos, exatamente como realmente somos.

Sou sincero comigo mesmo sobre o modo como realmente me sinto por dentro?

“Senhor, permita que eu me sinta de verdade hoje, mesmo correndo o risco de ser vulnerável.”