Artigos do Padre

04/11/2015 - Artigos do Padre Haroldo - Sabedoria do Coração

Um dia um homem sem fé saiu a passear com um amigo. Viram alguém que se inclinava para o chão pegando alguma coisa, sobre a estrada. “Que coisa ele encontrou?” pergunta o amigo. “Foi um homem. Receio que ele faça daquele pedacinho de verdade, uma crença!”.

Uma crença é como um sinal de beira de estrada apontando o caminho da Verdade. As pessoas que somente agarram ao poste e à tabuleta, evidentemente não caminham para a Verdade por terem a falsa sensação de já a terem encontrado.

O Mestre Jesus grava sua sabedoria no coração dos seus discípulos, não nas páginas de um livro. O discípulo, por sua vez, poderá levar esta sabedoria, em seu coração, durante trinta ou quarenta anos até encontrar alguém que possa recebê-la. Esta é a tradição cristã. No princípio, as palavras de Jesus não eram escritas. Seus ensinamentos eram repassados verbalmente entre os seguidores.
As primeiras comunidades que Matheus, Marcos, Lucas e João dirigiram, repetiam as palavras dos primeiros discípulos de Jesus. Afinal, foram compostos no livro que se chama “Bíblia”. São Jerônimo fez a cópia oficial da Bíblia, no Séc. IV.

O sábio fala com autoridade daquilo que ele mesmo experimentou, não cita livro algum. Assim, os primeiros cristãos seguiram a sabedoria despertada em seus corações. Somente mais tarde é que se escreveram livros sobre estas ideias.

Santo Inácio de Loyola falou: “Se a Bíblia fosse destruída, eu poderia reescrevê-la devido às visões que experimentei”. Porém para nós, pessoas simples, a Bíblia é necessária.
A Bíblia nos revela o mistério da Unidade e da Trindade de Deus?

Deus, no Antigo Testamento, revelou a sua unidade e nos deu o primeiro e maior mandamento: “Ouve, ó Israel, o Senhor nosso Deus é o Único Senhor! Portanto amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua força” (Dt 6, 4-5).

A Bíblia revela que Jesus Cristo é verdadeiro Deus?

Jesus Cristo é o Verbo de Deus, que estava em Deus e era Deus, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, do qual vimos a glória, glória como do Filho único do Pai, cheio de graça e de verdade (Jo 1, 1.14). Sendo de condição divina, Jesus não pretendeu, para nos salvar, reter para si o ser igual a Deus. Mas esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo, tornando-se semelhante aos homens (Fl 2, 6-7) para nos salvar. Por isso cremos que Jesus, Filho de Deus (Lc 1, 35) e filho de Maria (Lc 2, 7), é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

PARA REFLETIR
Acredite sorrindo, agradecendo: qualquer problema tem solução. Em circunstâncias adversas, a resposta adequada despontará em momento oportuno. Basta um pouco de coragem, paciência e determinação... da nossa parte.