Artigos do Padre

21/03/2016 - Artigo do Padre Haroldo - A Bíblia para Hoje

O que é o nome de Deus? Quer dizer a sua identidade?
- Moisés! Moisés!
- Estou aqui – respondeu Moisés.
Deus disse: “Pare aí e tire as sandálias, pois o lugar onde você está é um lugar sagrado”. E continuou: “Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó”.
Moisés perguntou:
- Quando eu for falara com os israelitas e lhes disser: “O Deus dos seus antepassados me enviou a vocês”, eles vão me perguntar: “Qual o nome dele?” Aí o que é que eu digo?
Deus disse: “Eu sou Quem Sou” (Ex 3, 13-14).

No começo Deus criou o céu e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água. Então Deus disse: “Que haja LUZ”. E a luz começou a existir (Gn 1, 1-3).

Há um século, Padre Jorge, um belga, chamou a criação de “Big Bang”. Outros cientistas escreveram mais sobre a Criação Contínua. 4% da população mundial não acreditam em Deus. Na Flórida, EUA, construíram um monumento chamado “Ateísmo”.
Fora do nome “YAHWEH” --- “Eu Sou Quem Sou”.
A Divina Majestade é a “Luz”.

- Você é o Messias, o Filho do Deus Bendito?
Jesus respondeu: “EU SOU. E vocês verão o Filho do Homem sentado do lado direito do Deus Todo-Poderoso e descendo com as nuvens do céu!” (Mc 14, 61-62).

Jesus já tinha falado em outro lugar: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará na escuridão, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12).

Em Hebreus, vemos Jesus como “O Brilho”:
O Filho brilha com o brilho da glória de Deus e é a perfeita semelhança do próprio Deus. Ele sustenta o Universo com a sua palavra poderosa. E, depois de ter purificado os seres humanos dos seus pecados, sentou-se no céu, do lado direito de Deus, o Todo-Poderoso (Hb 1, 3).

Jesus Cristo: único mediador
Jesus Cristo é o único mediador da salvação. Cristo é o centro e a chave do sentido da existência humana. Os textos bíblicos citados são: At 4, 2; Mc 16, 15-16; Jo 15, 5; 14, 6.
A teologia trabalhou com a ideia do batismo de desejo ou em voto (in voto), com a via extraordinária de salvação, para contornar os aspectos absurdos e as consequências desastrosas do exclusivismo radical.

Vaticano II
O fato de que se possa salvar nas outras religiões e mesmo fora de qualquer religião é um dado assumido pelo concílio Vaticano II. Resta procurar saber por que meios os não-cristãos chegam até a salvação, já que estão fora da Igreja e do cristianismo. Durante o concílio e em seus documentos, chegou-se a reconhecer que o Espírito Santo usa as Igrejas cristãs e as comunidades eclesiais como mediação salvífica para seus membros. Encarou-se de maneira positiva a existência de elementos salvíficos nas religiões não-cristãs.

As outras religiões são mediações de salvação
A teologia pós-conciliar procura avançar a explicação desse dado teológico. Intenta mostrar como a verdade cristã, de certo modo, inclui a verdade das outras religiões. Mais. Reconhece, prolongando o ensinamento do concílio Vaticano II, o valor e validade das religiões não-cristãs, como mediações salvíficas.