Artigos do Padre

30/03/2016 - Artigo do Padre Haroldo - Jesus desaparece

“Mas aos que te temem deste um estandarte para fugirem longe das flechas” (Sl 60,1-7)

O discípulo – Senhor, de boa vontade aceito sofrer tudo o que queres que me aconteça. Sem preferência, quero acolher de tua mão bem e mal, doçura e amargura, alegria e tristeza, e agradecer-te por tudo o que me acontece.

Aos doze anos, Jesus já podia participar da vida religiosa judaica, e Maria e José o levaram até Jerusalém para as festas de Pessach, que comemora a saída dos judeus do Egito, no tempo de Moisés.

No último dia das festas, Maria e José voltaram para casa. Os dois pensaram que Jesus estava com outra parte do grupo de galileus, entre os parentes e amigos que retornavam a Nazaré.

Depois de um dia inteiro de viagem, eles perguntaram às outras crianças do grupo: “Vocês viram Jesus?” Mas elas não souberam responder.

Por três dias eles procuraram em vão. Encontraram Jesus no meio dos rabis. Ele também falava e todos pareciam muito interessados no que dizia. Maria perguntou: “Meu filho, por que você não tentou nos encontrar? Nós o procuramos por todos os lugares e estávamos muito preocupados”.

Jesus respondeu: “Não sabiam onde Me procurar? Vocês não sabem que tenho de estar na casa de meu Pai?”

Maria O via crescer e, o tempo todo, se maravilhava com as bênçãos de Deus sobre Ele.

Lembrete:
Carta aos Hebreus

O cristão anônimo autor da inspirada “Carta aos Hebreus” comenta muitas vezes a entrega definitiva de Cristo Jesus e o valor inestimável do seu sacrifício:“Ele é Sumo Sacerdote que nos convinha: santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, elevado ao mais alto dos céus. Com efeito, ele não precisa, como os sumos sacerdotes (do Antigo Testemunho), oferecer sacrifícios a cada dia, primeiramente por seus pecados, e depois pelos do povo. Ele já o fez de uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo (Hb 7,26-27)...

Ele entrou uma vez por todas no Santuários, não com o sangue de bodes e novilhos, mas com o seu próprio Sangue, obtendo uma redenção eterna. De fato, se o sangue de bodes e novilhos e se a cinza da novilha (segunda a Antiga Lei de Moisés), espalhada sobre os seres ritualmente impuros, santifica-os, purificando os seus corpos, quanto mais o Sangue de Cristo que, por um Espírito eterno, ofereceu-se a Si próprio a Deus como vítima sem mancha, há de purificar a nossa consciência das obras mortas que prestemos um culto a Deus vivo (Hb 9,12-13)