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30/08/2017 - Por que estimular a cultura de doação?

O Brasil é o 68º colocado no ranking de generosidade mundial, segundo levantamento da CAF (Charities Aid Foundation), publicado em 2016. De acordo com a publicação, no Brasil, foram entrevistadas 1.004 pessoas, destas 31% informaram ter doado dinheiro para alguma organização da sociedade civil e 26% afirmaram ter realizado trabalhos voluntários. O número mais expressivo do levantamento é o de pessoas que ajudaram um estranho, 51%.
Os dados divulgados em 2016 representam um salto do Brasil no ranking mundial em relação ao ano anterior, subindo 37 posições.
Para a gestora administrativa do Instituto Padre Haroldo, Myrian Maldonado, mesmo que a pesquisa demonstre que o saldo entre os dois anos seja positivo, ainda é necessário estimular a cultura de doação no Brasil.
“Vivemos um Brasil com muitos problemas sociais em que as iniciativas de ONGs contribuem muito, respondendo de forma efetiva na sociedade. Muitas vezes, as pessoas que são atendidas por estas instituições, precisam de ajuda imediata”, apontou a gestora.
Myrian ressaltou que, em momentos de crise, as doações tornam-se mais necessárias. “Durante as dificuldades financeiras é ainda mais importante a doação. Em grande parte, as pessoas atendidas pelas ONGs são as que mais sofrem nestes momentos de crise. Interromper o atendimento nestes momentos causa muito mais sofrimento e sentimento de abandono”, frisou.
“Sentimos muito a falta de um maior engajamento da sociedade para nos ajudar a lidar com os problemas que afetam a todos”, lamentou.
Para Myrian, estimular a doação é, portanto, um meio de auxiliar a existência das ONGs, que sem este apoio não tem recursos para realizar seus projetos e muitas vezes acabam fechando.