15/02/2018

Tempo de Refluir à Interioridade

Em 22 de fevereiro, todos nós celebramos com muita alegria o aniversário do Padre Haroldo. Chegar aos 99 anos não é fácil, e chegar aos 99 com uma atividade intelectual intensa e com o acolhimento amoroso a todos que o procuram, é uma conquista e tanto e uma Graça de Deus.

Tempo de Refluir à Interioridade
Em 22 de fevereiro, todos nós celebramos com muita alegria o aniversário do Padre Haroldo. Chegar aos 99 anos não é fácil, e chegar aos 99 com uma atividade intelectual intensa e com o acolhimento amoroso a todos que o procuram, é uma conquista e tanto e uma Graça de Deus.

Em nome de toda a diretoria do IPH, expresso nossa gratidão ao Bom Deus por termos o Padre Haroldo em nossas vidas e desejamos que o Padre siga em frente fortalecido mais e mais, na fé, na esperança e no amor.
A Comunidade Católica de todo o mundo, vive nesse período e 40 dias que antecede a Páscoa de Jesus, o tempo da Quaresma. É momento de vivermos intensamente a inflexão e a reflexão para a conversão de nossos corações e mentes, à proposta que Deus nos faz para a construção de uma Civilização do Amor, alicerçada na fé, na esperança, no amor e promotora de justiça e paz. Por isso a reflexão que se faz na Quaresma, no sentido dos valores da humanidade, é um convite que se estende para toda a humanidade, que deseja o amor, a paz e a justiça como pilares da civilização do nosso tempo.
O tempo de Quaresma envolve um exame de consciência, nos penitenciarmos pelas nossas atitudes contraditórias ao que acreditamos e desejamos. É um momento de oração, renúncia e sacrifício, em favor da purificação do nosso ser.
É um momento de preparação para a grande festa da Páscoa, onde Jesus cumpre as promessas de Deus e entrega-se totalmente para que todos nós tenhamos vida e vida em abundância.
Para terminar, transcrevo uma parte de um texto do Frei Beto, relacionado ao tempo da Quaresma:
“ Jejuar, mas não de alimentos nessa era das dietas anoréxicas, que não transferem ao prato alheio o que se priva do próprio. Valem os jejuns da maledicência, da ira gratuita, da empáfia autoritária, do preconceito arrogante, da discriminação insultuosa, jejuar do monólogo solipista do celular e dar atenção ao diálogo com o próximo. Vamos abster-nos da indiferença e abraçar causas solidárias. Deixar de praguejar contra o mundo e tratar de transformá-lo.
Esperar mais de si do que dos outros. Evitar o pessimismo da razão e alentar o otimismo da vontade. Ousar converter o protesto em proposta. Tempo de refluir à interioridade. Em tempo de quaresma, há de ter presente que o pior pecado não é o da transgressão, é o da omissão, graças a ele, proliferam tantas transgressões imunes e impunes”.

Grande abraço fraterno a todos.

Beto Sdoia
Presidente do IPH